domingo, 29 de setembro de 2013

LIBIDO TRAIÇOEIRA

Eis que vem, sorrateira, imponente
Repentina, atroz...
Me pega de jeito, me deixa lânguida
Me envolve e me faz dançar frenética,
eloquente, suja e até vulgar.

Eis que vem, já sabendo o que quer.
Chega fingindo que é só desejo, coisa de mulher
Mas depois mostra sua real face: me apunhala pelo ventre,
Faz subir o fogo, faz queimar o corpo, faz a mente adormecer.

Eis que vem, já com tudo planejado.
Me toca, domina meu templo, já não pertenço a mim...
Sou dela, dessa traiçoeira, vil, vampira...
Escolhe sua presa, me faz de escrava, e eu faço o trabalho sujo.
Ela se esbalda e se esvai.
E eu fico de ressaca moral.

- Vadia!

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