quarta-feira, 24 de junho de 2015
PUTA EMPODERADA
FUMA A GANJA.
SENTE O CORPO SUAVE.
UM VEM MORDENDO SEU BRAÇO
E ELA SE DEIXA LEVAR PELO ARREPIO QUE DÁ...
O OUTRO BEIJA SEUS LÁBIOS,
MOLHA SEU PESCOÇO DE SALIVA E LICOR...
E SÃO TANTAS MÃOS E BRAÇOS
CONSUMINDO SEU CORPO, DANDO-LHE PRAZER,
QUE DÁ VONTADE DE MORRER-VIVER-FUDER-FAZER DE TUDO,
NO MESMO INSTANTE!
E QUE SE DOBRE O TEMPO-ESPAÇO
NA QUINTA DIMENSÃO!
POIS A MENTE DELA JÁ ESTÁ DESINTEGRADA
SÓ RESTA A MATÉRIA DENSA
O CORPO LÍQUIDO, CURVILÍNEO
CHEIO DE VISGO E SUOR,
QUERENDO SER PENETRADO.
UM CORPO FÊMEO
DE MULHER ANTES INGÊNUA
AGORA DOUTORA DAS ARTES SENSORIAIS
ELA É UMA PUTA MESMO!
É UMA PUTA MULHER EMPODERADA!
AGORA ELA SABE O QUE DÁ PRAZER
E PODE ESCOLHER ESSE MUNDO
COMO UMA ALTERNATIVA
PARA SEUS DIAS DE DOR E CAOS
SOZINHA NUNCA: SOU PUTA!
ELA TOCA NOS FALOS DOS DOIS ALGOZES
QUE ESTÃO PRESOS À SUA ENERGIA.
ELA SE SENTE DOMINADA, MAS NA VERDADE
É ELA QUE OS DOMINA E OS GUIA.
ELA ENGOLE AS SALIVAS TODAS...
SE LAMBUZA DE INSTINTO SELVAGEM...
MERAMENTE FÊMEA
PURAMENTE HUMANA.
MARAVILHA DA NATUREZA...
DESFAZ OS NÓS COLOCADOS EM SUA CABEÇA
ELA NASCEU LIVRE E FOI SE EMBOTANDO DE TOLICE PATRIARCAL.
AGORA ELA ENCONTRA A ESPESSA MURALHA DO MACHISMO INTERNO
DISFARÇADO DE RAZÃO...
ELA SENTE PARTES DO SEU MURO A DESABAR,
DESMORONA TUDO,
O MUNDO SE REVOLVE
E ELA SE ENVOLVE MAIS NO PRAZER
DOS OUTROS CORPOS QUENTES E GOSTOSOS.
NÃO PARA O MOVIMENTO
E OS INSIGHTS SOBRE SEU LUGAR NO MUNDO
SEU LUGAR DE FALA
SEU PAPEL DE PUTA
SUA PERSONALIDADE INCÓLUME
SUA FRANQUEZA INFANTIL
DEIXA DE SER CRIANÇA, MOÇA!
ELA ESTÁ PRONTA PARA VIDA,
JÁ COM QUASE 30 ANOS NAS COSTAS!
ANTES TARDE DO QUE NUNCA!
VIVA A FELICIDADE RECÉM NASCIDA!
ELA DÁ OS LIMITES
E ELES DOIS ACEITAM, NÃO INSISTEM
ELES SABEM QUE O MOMENTO CERTO CHEGARÁ
É MUITA NOVIDADE PARA ELA
QUE CRESCEU NUMA REDOMA
E AINDA TEM MUITA MURALHA PARA QUEBRAR
COURAÇA CONCRETA EM MENTE DE MULHER
QUE OUVIU TANTO ''NÃO'' A VIDA INTEIRA
E AGORA APRENDEU A OUVIR E A DIZER ''SIM''
PARA O QUE REALMENTE QUER.
AGORA ELA É PUTA EMPODERADA,
MAS TUDO O QUE DESEJA
É SER CHAMADA APENAS DE MULHER.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
MANA, VOCÊ É LINDA!
Não ouça os que tentam te colocar para baixo:
Você é linda!
Não ligue para as comparações infames:
Você é linda!
Não se odeie por não ser igual às outras:
Nenhuma é igual, por mais padronizadas que se queiram!
Não, não precisa tomar remédio para emagrecer!
Não, não precisa alisar os cabelos!
Não, não precisa usar saltos absurdos!
Não, não precisa usar lente de contato verde!
Não, não precisa estar dentro da moda imposta por ''eles''!
Não, não precisa usar pó de arroz!
Não, não precisa se modificar tanto no photoshop!
Não, não precisa ter vergonha de suas cicatrizes!
Não, não precisa negar suas raízes, seus traços, seus pêlos!
Não, não precisa odiar o espelho...
É que ''eles'' querem nos colocar em prateleiras
Como se fôssemos objetos de espólio.
E tentam nos padronizar, para ser mais fácil
A dominação capital.
E aquelas subversivas, que não se melindram
Com ataques à sua autoestima
São as loucas, marginais, perseguidas!
Somos nós, na luta pelo direito de ser
Deveras livres, na íntima revolução cotidiana.
Você não é ''estranha, vadia, nojenta, louca''.
Você é linda!
quinta-feira, 11 de junho de 2015
UM SUSTO AUTOMOBILÍSTICO E UMA ESPERANÇA NO SER HUMANO
Hoje meu carro quebrou, por negligência minha.
Estava com vazamento de água e eu sai sem verificar o nível.
Pronto, deu ''esquente''. De repente o carro começou a perder força,
e nem na primeira marcha ele andava.
O motor morreu várias vezes. Parei. Dei um tempo. Coloquei água. (Na minha ignorância!)
Ele andou mais um pouco. O suficiente para eu ir até a Baixa de Quintas e pedir alguma ajuda.
Entrei numa loja qualquer, tremendo, nervosa, e um senhor muito prestativo me ouviu.
Ele veio até a rua, deu uns palpites. Ele era apenas vendedor, mas quis ajudar.
Então ele me indicou uma loja/assistência, ali naquela mesma rua,
mas eu teria que dar a volta no quarteirão,
pois se localizava antes do ponto onde eu estacionei.
Eu não estava conseguindo dar partida, muito nervosa
(e preocupada com os gastos que estavam por vir, me pegando totalmente desprevenida financeiramente) e ele se ofereceu para ir comigo.
Antes de ele entrar no carro, viu do outro lado da rua um mecânico
da loja para a qual eu levaria o carro.
O senhor chamou o rapaz e explicou minha situação.
O mecânico verificou os problemas e se ofereceu para levar meu carro.
Eu realmente não estava conseguindo dar a partida.
Chegando na loja, foram constatados os problemas que eu deixei acontecer no pobre do carro.
Bem, prejuízo alto, para quem não estava esperando...
A culpa em mim é mais alta ainda, pois vou perder uma grana que nem tenho,
devido à uma negligência banal.
MAS...
Sou grata.
Agradecida pela providência divina, por ter colocado homens gentis e prestativos
em um momento que se me dissessem qualquer coisa em um tom mais agressivo,
eu desabaria em choro (estou muito emotiva esses dias).
Agradecida pela sorte de não ter vivenciado
essa experiência ruim em uma via de alto fluxo e alta velocidade.
Agradecida por ter uma família que me ouve, sem me julgar.
Que me apoia e me salva das minhas ''burradas''.
Que alivia o peso nos meus ombros e divide comigo minhas dores.
Agradecida pel@s amigos que se solidarizam e, com um simples
''calma, tudo vai passar'', fazem a minha dor (emocional e psicológica) se dissipar...
Estou preocupada, me sinto culpada.
Mas certa de que toda tormenta passa e o que fica é o ensinamento experienciado.
Estou sem carro, sem grana.
Mas certa de que não estou sozinha nesse mundo divino e maravilhoso.
O ser humano é um milagre, quando quer ser.
Estava com vazamento de água e eu sai sem verificar o nível.
Pronto, deu ''esquente''. De repente o carro começou a perder força,
e nem na primeira marcha ele andava.
O motor morreu várias vezes. Parei. Dei um tempo. Coloquei água. (Na minha ignorância!)
Ele andou mais um pouco. O suficiente para eu ir até a Baixa de Quintas e pedir alguma ajuda.
Entrei numa loja qualquer, tremendo, nervosa, e um senhor muito prestativo me ouviu.
Ele veio até a rua, deu uns palpites. Ele era apenas vendedor, mas quis ajudar.
Então ele me indicou uma loja/assistência, ali naquela mesma rua,
mas eu teria que dar a volta no quarteirão,
pois se localizava antes do ponto onde eu estacionei.
Eu não estava conseguindo dar partida, muito nervosa
(e preocupada com os gastos que estavam por vir, me pegando totalmente desprevenida financeiramente) e ele se ofereceu para ir comigo.
Antes de ele entrar no carro, viu do outro lado da rua um mecânico
da loja para a qual eu levaria o carro.
O senhor chamou o rapaz e explicou minha situação.
O mecânico verificou os problemas e se ofereceu para levar meu carro.
Eu realmente não estava conseguindo dar a partida.
Chegando na loja, foram constatados os problemas que eu deixei acontecer no pobre do carro.
Bem, prejuízo alto, para quem não estava esperando...
A culpa em mim é mais alta ainda, pois vou perder uma grana que nem tenho,
devido à uma negligência banal.
MAS...
Sou grata.
Agradecida pela providência divina, por ter colocado homens gentis e prestativos
em um momento que se me dissessem qualquer coisa em um tom mais agressivo,
eu desabaria em choro (estou muito emotiva esses dias).
Agradecida pela sorte de não ter vivenciado
essa experiência ruim em uma via de alto fluxo e alta velocidade.
Agradecida por ter uma família que me ouve, sem me julgar.
Que me apoia e me salva das minhas ''burradas''.
Que alivia o peso nos meus ombros e divide comigo minhas dores.
Agradecida pel@s amigos que se solidarizam e, com um simples
''calma, tudo vai passar'', fazem a minha dor (emocional e psicológica) se dissipar...
Estou preocupada, me sinto culpada.
Mas certa de que toda tormenta passa e o que fica é o ensinamento experienciado.
Estou sem carro, sem grana.
Mas certa de que não estou sozinha nesse mundo divino e maravilhoso.
O ser humano é um milagre, quando quer ser.
(Fato verídico. Desabafo pessoal.)
quarta-feira, 10 de junho de 2015
EMPODERADA, SIM!
Poder me expressar como quiser
E escolher meus caminhos
É uma realidade recente:
Eu sou uma mulher.
Poder estudar em Universidades
E exercer uma profissão qualquer
Sem o aval de um macho parente:
Eu sou uma mulher.
Poder decidir com quem quero ter prazer
E se quero me casar ou parir de cócoras
Enfrentando, de cabeça erguida
rótulos como ''meretriz'':
Eu sou uma mulher.
Poder votar, reivindicar direitos
Ter minha voz ouvida, publicada, valorizada...
Não faz muito tempo que conquistei esses espaços:
Eu sou uma mulher.
Poder me juntar a outras como eu
E fortalecer nossa união...
E proteger nossos corpos
contra toda violência e opressão!
Eu sou uma mulher empoderada, sim!
É esse poder que evoco:
O poder de ser a única gerenciadora
Do meu corpo,
Das minhas escolhas,
Da minha vida.
O poder de ser soberana de mim.
E conviver em real equidade
Com todos os seres humanos.
domingo, 7 de junho de 2015
NO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?
Não devo ser sincera.
Pois, meu pensamento não se encaixa
Naquilo que você espera como a resposta de uma mulher.
Então, prefiro compartilhar qualquer frase pronta:
Pseudo-intelectual, pseudo-espiritualizada, pseudo-humanista.
Eu até poderia ser sincera.
Então, dedicaria algumas linhas exatas
Sobre tudo o que está em minha mente agora:
Luxúria, orgasmo, lascívia, tesão...
Daria, nesse exato momento, minha buceta molhada
A mais de um milhão de rolas erguidas em minha homenagem!
Comeria dois homens ao mesmo tempo,
Alternando as metidas entre boca e buceta,
E depois que as duplas gozassem,
E seus paus já não mostrassem a presteza e a firmeza necessárias,
Passaria aos próximos
E próximos, e próximos, e próximos...
Até eu me saciar por completo.
É nisso que estou pensando agora.
É nisso que penso na maior parte das vezes que vejo essa pergunta.
Agora, não aceito ser apedrejada na medina.
Nem aceito ser rotulada com palavras que deslegitimem
Meu direito de pensar putaria e expressar esse pensamento!
Quem pergunta quer resposta!
E não sou dessas que mascaram sua natureza em prol ''da moral e dos bons costumes''
Nem que se privam da verdade nua e crua.
E agora você me diz:
No que você está pensando?
sexta-feira, 5 de junho de 2015
FOME DE MUNDO
Devoraria o mundo todinho agorinha.
Começaria apreciando o doce rebuliço de todos os sons.
Depois, salivaria ao cheirar a amálgama de todos os aromas.
Então, sentiria na pele os pelos eriçados por todos os tipos de texturas.
Prepararia o prato de entrada com elementos naturais de fácil digestão.
Abriria minha bocarra astral e morderia de uma só vez todos os vales floridos e montanhas rochosas.
Mastigaria com paciência e engoliria, com a ajuda de um gole do Oceano Atlântico.
Faria, então, o prato principal, com todos os recursos naturais existentes no planeta.
De sobremesa, escolheria alguns icebergs da Antártida polvilhados com areia do Saara.
Arrotaria com liberdade e, certamente, com plenitude.
Entretanto, sentiria que deixara para trás algum item delicioso.
Lembraria daquele pacote de humanidade crocante e com diversos sabores.
Não resistiria a essa tentação:
Comeria um homem, uma mulher, uma mulher, um homem...
De todos os tamanhos, cores e sabores!
Tentaria me conter e provar só alguns.
Mas, certamente, acabaria com toda a humanidade em uma sentada.
Que aperitivo magnífico!
A cada ''croc'', uma novidade digerida.
A cada ''croc'', um universo dissolvido na saliva.
Minha fome de mundo - e o próprio mundo - chegaria ao fim.
E eu lamberia os beiços, satisfeita do meu banquete antropofágico.
Começaria apreciando o doce rebuliço de todos os sons.
Depois, salivaria ao cheirar a amálgama de todos os aromas.
Então, sentiria na pele os pelos eriçados por todos os tipos de texturas.
Prepararia o prato de entrada com elementos naturais de fácil digestão.
Abriria minha bocarra astral e morderia de uma só vez todos os vales floridos e montanhas rochosas.
Mastigaria com paciência e engoliria, com a ajuda de um gole do Oceano Atlântico.
Faria, então, o prato principal, com todos os recursos naturais existentes no planeta.
De sobremesa, escolheria alguns icebergs da Antártida polvilhados com areia do Saara.
Arrotaria com liberdade e, certamente, com plenitude.
Entretanto, sentiria que deixara para trás algum item delicioso.
Lembraria daquele pacote de humanidade crocante e com diversos sabores.
Não resistiria a essa tentação:
Comeria um homem, uma mulher, uma mulher, um homem...
De todos os tamanhos, cores e sabores!
Tentaria me conter e provar só alguns.
Mas, certamente, acabaria com toda a humanidade em uma sentada.
Que aperitivo magnífico!
A cada ''croc'', uma novidade digerida.
A cada ''croc'', um universo dissolvido na saliva.
Minha fome de mundo - e o próprio mundo - chegaria ao fim.
E eu lamberia os beiços, satisfeita do meu banquete antropofágico.
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