quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sou toda Amor

Sou toda amor.
Solta no mundo,
Amando a tudo que o compõe.

Sou toda amor.
Soltando afeto,
Abraçando o mundo onde estou.

Sou toda amor.
Soando afag
os,
Rasgando roupas,
Suando em transas,
Conjugando o verbo amar.

Sou toda amor.
Não há metade de mim.
É tudo ou nada amado.
Se não for com amor, nem é.

(E até quando não é amor, é Amor.
Sim, pois é sem esse amor - de posse, de prisão, de gerenciar a vida alheia-
que se ama com liberdade!)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Há braços

Se há braços, abraço!
Tenho esse direito, não é!
Mas algumas línguas ferinas dirão que eu não presto,
Farão fofocas, dar-me-ão epítetos depreciativos:
- Messalina é pouco...
E desejar-me-ão queimando em alguma fogueira inquisitória!

É porque eu sou assim:
Se eu amo, eu expresso:
Abraço, declamo, canto, danço...
Me exponho, me entrego!
E com @s amig@s sou bem assim:
Agarro a todo instante, como se pudesse mantê-los
sempre pertinho de mim...

Pode haver nesse ato uma vontade velada
de antropofagia afetiva (seja lá o que isso queira dizer)...
Mas não me julgue só porque você não tem a felicidade
de receber um caloroso abraço meu...

Quando há braços abertos, abraço sem pudor!
Tenho essa necessidade!
É uma troca justa e pura.

E você que vê de fora, desconstrua seu machismo pseudo-moralista,
se permita aproximar de outro ser humano sem o crivo das intenções
meramente sexuais...

Se há braços abertos para mim,
Eu abraço com o coração!