Estou cravejada de espinhos.
Rosa despetalada.
Só sobraram estes
Que me protegem
E me ferem
Porque assim deve ser.
Não há mais seiva
Nem sangue
Nem lágrima.
Há somente dor
E uma semente seca
Que não germinará.
Assim acaba o ciclo
De uma vida-flor
Iludida com a ocasião
De estar enfeitada de superficialidades
E ser buquê.
Não sirvo mais para flor.
Não quero servir mais para nada.
quinta-feira, 9 de março de 2017
CRISE FINAL
Enfim, chegamos à fase
Do silêncio matinal.
Não dormimos abraçados
Mal me pede "passa o sal".
Ovos mexidos, tapioca
Prepara tudo só pra você
E eu aqui me perguntando,
Quando deixamos de ser?
Se arruma apressado
Pega a chave e diz "tchau".
Sozinha, no chão da sala,
Deito e sou o temporal.
Choro as noites de alegria
De afagos e prazer
Sempre em sua companhia
A gente acreditava mesmo
Que não acabaria assim.
Sou toda raios e trovões
Desabo o mundo
Antes de você voltar
Quando abrir a porta
Vai encontrar outra
Vida para viver
Encerro o ciclo
Viro a página
Para não desvanecer
Quem sabe lá, um dia
A gente se bate
Domingo a tarde
Sem nada a fazer
Quem sabe lá, uma noite
A gente se abrace
E as horas passem
Sem perceber.
Do silêncio matinal.
Não dormimos abraçados
Mal me pede "passa o sal".
Ovos mexidos, tapioca
Prepara tudo só pra você
E eu aqui me perguntando,
Quando deixamos de ser?
Se arruma apressado
Pega a chave e diz "tchau".
Sozinha, no chão da sala,
Deito e sou o temporal.
Choro as noites de alegria
De afagos e prazer
Sempre em sua companhia
A gente acreditava mesmo
Que não acabaria assim.
Sou toda raios e trovões
Desabo o mundo
Antes de você voltar
Quando abrir a porta
Vai encontrar outra
Vida para viver
Encerro o ciclo
Viro a página
Para não desvanecer
Quem sabe lá, um dia
A gente se bate
Domingo a tarde
Sem nada a fazer
Quem sabe lá, uma noite
A gente se abrace
E as horas passem
Sem perceber.
PRESENTE-ARTE
Estes são rabiscos de dor
De uma alma que sente muito
Que transborda gritos de amor
Mas não encontra eco no mundo
Aqui estão impregnados
Sonhos, desilusões e afetos
Reinam como fantasmas
Nas galerias acesas do pretérito
Que passado não volta eu sei
Que não posso ser outra, também
Mas eu devo respirar agora
E amar quem está aqui.
Você consegue imaginar
A dona desses versos?
Que tipo de beleza a vestiria?
Você consegue imaginar
A dona preta desses versos?
Uma grande e volumosa mulher
Com fartura de tudo o que é lindo e lido como feio.
Imagine se ela pudesse se materializar
E chegar até você, "presentear-te",
Presente arte...
O que faria com a preta que decanta dores
Em forma de verso?
É porque dói ser fêmea...
É porque dói ser amor.
Não precisa fazer nada além.
É só ler.
De uma alma que sente muito
Que transborda gritos de amor
Mas não encontra eco no mundo
Aqui estão impregnados
Sonhos, desilusões e afetos
Reinam como fantasmas
Nas galerias acesas do pretérito
Que passado não volta eu sei
Que não posso ser outra, também
Mas eu devo respirar agora
E amar quem está aqui.
Você consegue imaginar
A dona desses versos?
Que tipo de beleza a vestiria?
Você consegue imaginar
A dona preta desses versos?
Uma grande e volumosa mulher
Com fartura de tudo o que é lindo e lido como feio.
Imagine se ela pudesse se materializar
E chegar até você, "presentear-te",
Presente arte...
O que faria com a preta que decanta dores
Em forma de verso?
É porque dói ser fêmea...
É porque dói ser amor.
Não precisa fazer nada além.
É só ler.
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