domingo, 2 de julho de 2017

DOS BEIJOS QUE NÃO TE DEI

Beijar é verbo de atrito
Que fricciona o beber e o já
Dos lábios sedentos de prazer agora.

Beijar é verbo de roçar,
Vizinho do lamber e do chupar,
Línguas uníssonas, jamais monótonas.

Beijo é palavra que tem gosto
E, toda sinestésica, tem cheiro e cor
Faz um som de delícia,
Quando dado com vontade
É macio e confortável,
Quando dado com verdade.

Beijo não precisa de definição.
Começa onde quer
e se transforma sempre
Não termina, não acaba...
Se transmuta em
Cheiro no cangote
Abraço apertado
Mãos que se perdem
nos relevos de alguém.

Beijo surge no olhar,
No aguar do desejo
De ter aquela boca
Bonita que combina
Com todo o conjunto:
Olhos, peitos, pernas.
Plural De Beijo,  Beijos
Que não te dei...
Ainda!