Hoje encaro o verbo ''esperar'' de uma outra maneira.
Já não o quero rondando com frequência meu vocabulário.
Chega de tantas esperas, de tantos aguardos.
Parece coisa de quem não vai à luta.
2014 me mostrou que ''quem sabe faz a hora, não ESPERA acontecer''.
Tomei decisões, agi. Bem ou mal, certo ou errado, - dicotomias superficiais -
houve ação vinda da Vontade.
Quis largar um emprego que não me fazia feliz, larguei.
Quis estudar Artes, quando todos achavam que era mais 'seguro' estudar Direito.
Já me considero artista!
Quis amar, me apaixonar e me reapaixonar, várias vezes. E meu coração vibra.
Arrisquei o que achei necessário, sai da zona de conforto, cai, me machuquei, chorei, aprendi.
De pensar que não havia planejado nada disso... Me surpreendi!
Está aí algo bom para ''esperar'' de um ano que começa: Surpresas!
Podemos traçar metas, claro! Mas não devemos nos limitar, nos fechar a elas.
Acontecem tantas coisas fantásticas e curiosamente inusitadas ao redor da nossa redoma ambiciosa!
Se tirarmos, um pouco, o foco de uma meta qualquer, poderemos observar a beleza dos meandros que a vida talha com maestria no curso do nosso ano. São tantas experiências compartilhadas.
São detalhes, minúcias. E essas pequenas singelezas realmente dão brilho ao cotidiano alienado que nós nos obrigamos a seguir, sob o discurso preguiçoso da sobrevivência.
Chega de sobreviver! Não nasci para sobreviver.
Eu vivo, eu pulso, eu vibro, eu crio, EU SOU.
Então, o que espero para 2015?
Nada!
Entrarei com a mente vazia de expectativas,
com o coração cheio de afeto,
com o corpo pronto para o movimento.
O que não quero é parar, é estagnar.
O que não quero para 2015 é esperar que algo aconteça.
Agradeço. Por que gratidão é o estado de espírito de quem compreende a maravilha do viver.
E mantenho os meus passos, ao meu ritmo, pois o que importa é continuar caminhando, mesmo sem saber ao certo aonde chegarei. Eu vou.
![]() |
| Gérbera na minha janela atingiu o auge do seu desabrochar hoje. |
Não é por ser o último dia de 2014 que estou tagarelando pseudo-filosofias.
É por ser AGORA o único tempo real em que posso agir. E palavra é ação, criação.
Feliz AGORA a todxs!


