Esquenta o ventre
Embaça o vidro
A vapor
Abre o zíper
Mostra a carne
Firme e pronta
Ao labor
Subo a saia
Me encaixo
Eu por cima
Tu por baixo
- Ai, espera!
- Ah, não para!
- Cadê a proteção?
Se continuar, dispara.
E tudo já seguro,
Transando no escuro
De uma rua, em um carro
No banco de trás
Me aperta mais
Forte dói e dá tesão
Quero quase dar
Um grito de acordar
Todo o quarteirão
Movimentos contidos
Sinuosos e intensos,
Mordo seu pescoço
Ouço você gemendo
Sede sem fim:
Saliva
Seios
Suor
Desaguam em ti
Sexo cru,
Sem "pré-paros"
Sem temperos:
Delicioso
Suculento
Inusitado
Por inteiro.
