sábado, 5 de maio de 2018

SEXO CRU

Beija quente
Esquenta o ventre
Embaça o vidro
A vapor

Abre o zíper
Mostra a carne
Firme e pronta
Ao labor

Subo a saia
Me encaixo
Eu por cima
Tu por baixo

- Ai, espera!
- Ah, não para!
- Cadê a proteção?
Se continuar, dispara.

E tudo já seguro,
Transando no escuro
De uma rua, em um carro
No banco de trás

Me aperta mais
Forte dói e dá tesão
Quero quase dar
Um grito de acordar
Todo o quarteirão

Movimentos contidos
Sinuosos e intensos,
Mordo seu pescoço
Ouço você gemendo

Sede sem fim:
Saliva
Seios
Suor
Desaguam em ti

Sexo cru,
Sem "pré-paros"
Sem temperos:

Delicioso
Suculento
Inusitado

Por inteiro.