sábado, 27 de julho de 2013
ODE AOS SENTIDOS
domingo, 21 de julho de 2013
DAS INFINITAS POSSIBILIDADES DE UM DOMINGO
Estar entregue ao marasmo de uma tarde de Domingo é, muitas vezes, angustiante.
Porque sei que tenho inúmeras opções de ações prazerosas, mas geralmente escolho -
ou me deixo levar pela inércia - deitar e pensar no que eu poderia fazer além.
E o dia se arrasta, num preguiçoso conflito mental entre o que eu gostaria de fazer, o que eu deveria fazer
e o que de fato eu faço.
Então me permito um esforço de vontade, levanto, preparo alguma coisa rápida para comer.
Depois, com um pouco mais de energia, decido tomar banho.
Nisso estamos já no final da tarde desse dia tão singular...
Quando anoitece, é a hora em que as baterias já estão recarregadas e a gente sente uma forte
necessidade - que parece vinda do além - de sair fazendo tudo o que tínhamos pensado em fazer no
início do dia... Maravilha! Só que amanhã é a tão 'adorada' segunda-feira...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
ASTROLOGICAMENTE FALANDO
Uma mente escorpiana
Um coração ariano
Um corpo taurino
Uma alma cigana
Vejo Passado e Futuro
Presentes nas entrelinhas
da palma da minha mão
Parece caminho tortuoso
Chão rachado, seco do Sertão
Pensar em transmutar
Sentindo arroubo de paixão precipitada
Agindo e vibrando no conforto de uma vida estabilizada
Querendo ser, contudo, livre, sem amarras
Estar nessa minha vida
não é tão fácil quanto pode parecer
Os arquétipos exercem um poder covarde sobre mim
Me induzem, seduzem, ao desequilíbrio constantemente
Me desorientam e me sustentam também.
Sinto-me acolhida
e, ao mesmo tempo, presa
pelos meus traços astrológicos
e forço a barra para não me identificar com eles
Intelectualmente, sei que
todas essas características são passageiras
apesar de saber que os planetas retrógrados
me acompanham já de outros carnavais
E esse meu Vênus retrógrado na casa 7 em Escorpião?
O que queres de mim, ó planeta do amor?
Preciso me perdoar, aceitar minha condição
ou simplesmente sufocar essa sofreguidão passional?
Já aprendi muito sobre essas capas que me vestem e me abrigam
Porque esse ''me'' está tão dentro quanto além desses corpos densos
É um interno-externo que habita todo lugar
Essa minha essência entra e sai de mim a cada respiração
E o ar que "inexpiramos" é o que nos liga diretamente
a tudo o que há nesse plano
E o Sol que nos move é o que promove a vida em todo o canto
desse limitado universo humano.
Mas, astrologicamente falando,
Eu sou essa aqui, detalhadamente programada em um mapa natal,
Anualmente atualizada em revolução solar,
Periodicamente revisitada em trânsitos astrológicos.
E o livre arbítrio só me dá a escolha entre me deixar levar
ou resistir...
E eu ainda não escolhi.
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