sábado, 27 de julho de 2013

A BICICLETA COR-DE-ROSA


ODE AOS SENTIDOS

Cheiro de café.
Céu nublado, de tarde de sábado, visto do canto da janela.
Toque de creme hidratante na pele limpa.
Som de casa vazia.
Gosto suave de leite condensado.
Ai, que desejo!
Ah, o desejo...
Me toque, me toco, se toque, te toco...
Em mim, nada além de tudo isso faz sentido.

domingo, 21 de julho de 2013

DAS INFINITAS POSSIBILIDADES DE UM DOMINGO

Estar entregue ao marasmo de uma tarde de Domingo é, muitas vezes, angustiante.
Porque sei que tenho inúmeras opções de ações prazerosas, mas geralmente escolho -
ou me deixo levar pela inércia - deitar e pensar no que eu poderia fazer além.
E o dia se arrasta, num preguiçoso conflito mental entre o que eu gostaria de fazer, o que eu deveria fazer 
e o que de fato eu faço.
Então me permito um esforço de vontade, levanto, preparo alguma coisa rápida para comer.
Depois, com um pouco mais de energia, decido tomar banho.
Nisso estamos já no final da tarde desse dia tão singular...
Quando anoitece, é a hora em que as baterias já estão recarregadas e a gente sente uma forte
necessidade - que parece vinda do além - de sair fazendo tudo o que tínhamos pensado em fazer no
início do dia... Maravilha! Só que amanhã é a tão 'adorada' segunda-feira...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Saber que a vida é...


Poema que fiz ao final do curso de Terapia em Bioenergia Consciencial, em 2010.

Ciclo Antropohídrico


Poema que fiz no início do curso de Terapia em Bioenergia Consciencial, em 2010.

ASTROLOGICAMENTE FALANDO


Uma mente escorpiana
Um coração ariano
Um corpo taurino
Uma alma cigana

Vejo Passado e Futuro
Presentes nas entrelinhas
da palma da minha mão

Parece caminho tortuoso
Chão rachado, seco do Sertão

Pensar em transmutar
Sentindo arroubo de paixão precipitada
Agindo e vibrando no conforto de uma vida estabilizada
Querendo ser, contudo, livre, sem amarras

Estar nessa minha vida
não é tão fácil quanto pode parecer
Os arquétipos exercem um poder covarde sobre mim
Me induzem, seduzem, ao desequilíbrio constantemente
Me desorientam e me sustentam também.

Sinto-me acolhida
e, ao mesmo tempo, presa
pelos meus traços astrológicos
e forço a barra para não me identificar com eles

Intelectualmente, sei que 
todas essas características são passageiras
apesar de saber que os planetas retrógrados
me acompanham já de outros carnavais

E esse meu Vênus retrógrado na casa 7 em Escorpião?
O que queres de mim, ó planeta do amor?
Preciso me perdoar, aceitar minha condição
ou simplesmente sufocar essa sofreguidão passional?

Já aprendi muito sobre essas capas que me vestem e me abrigam
Porque esse ''me'' está tão dentro quanto além desses corpos densos
É um interno-externo que habita todo lugar
Essa minha essência entra e sai de mim a cada respiração

E o ar que "inexpiramos" é o que nos liga diretamente
a tudo o que há nesse plano
E o Sol que nos move é o que promove a vida em todo o canto 
desse limitado universo humano.

Mas, astrologicamente falando, 
Eu sou essa aqui, detalhadamente programada em um mapa natal,
Anualmente atualizada em revolução solar,
Periodicamente revisitada em trânsitos astrológicos.
E o livre arbítrio só me dá a escolha entre me deixar levar
ou resistir...
E eu ainda não escolhi.