"O que existe, na vida, são momentos felizes..." Diana
Começo esta reflexão com esse verso cantado por Diana, cantora Brasileira nos anos 70, para pensar na transitoriedade das emoções, das experiências, e na possibilidade de um estado constante de felicidade.
De antemão, declaro que felicidade existe, sim, e é constituída basicamente de um ser humano em equilíbrio hormonal, a nível bioquímico. Obviamente outros fatores - mental, emocional, energético, espiritual - precisam agir concomitantes, para que todo o sistema pessoal entre em ressonância com a frequência da plenitude. A percepção da felicidade depende de como seu sistema endócrino está trabalhando, se suas crenças te autorizam a ser feliz agora e sempre, se seus programas mentais te deixam livre para experimentar de fato a felicidade!
Recentemente, andei lembrando de conversas onde se questionavam o quanto fulana era realmente feliz, pois só demonstrava essa felicidade quando estava acompanhada do companheiro. Eram fotos, vídeos, declarações públicas de afeto, tudo envolvendo um outro ser humano. Eu achei uma falta de respeito esse questionamento. E vi a ponta de um grande iceberg chamado ciúme/inveja. Fulana tem o direito de sentir a plenitude dela na condição de se, e somente se, estiver acompanhada do marido, sim! Não nos cabe julgar sua dependência emocional!
E essas pessoas, que julgam os parâmetros de felicidade alheia, já atingiram o estado búdico, o Nirvana, a plenitude suprema? Nenhum ser humano comum, dentro desse sistema social doente, deve ser obrigado a ser feliz o tempo todo, incondicionalmente. Não somos monges budistas, não estamos com rotinas sintonizadas com a natureza, ou seja, nosso estilo de vida não colabora para essa Ascenção interna. Então, vamos pegar leve com o que exigimos dos outros e até de nós mesmas.
Eu concordo que é um risco muito alto depositar a razão da minha felicidade em outras pessoas, logo, sempre controlo minha mente para não alimentar aquele tipo de crença. Mas quem sou eu para julgar as pessoas que não tem essa percepção? Eu posso tentar alertar, conversar, dar meu exemplo, mas só aquela pessoa tem o poder de mudar seu modo de pensar, sentir e agir na vida dela.
Cada pessoa tem seu próprio tempo de amadurecimento emocional, de despertar interno. Algumas nem fazem esse esforço e assumem que são dependentes emocionais e não fazem questão de mudar isso. A mim só resta continuar no caminho que julgo mais salutar, segundo meu mapa mental.
Hoje eu me considero vivendo em estado de felicidade constante, sim, com alguns parcos momentos de incômodo, desasossego, cansaço, até tristeza, solidão e carência, mas infelicidade Não! Me recuso a ser infeliz, pois nem consigo mensurar as dádivas que recebo diariamente em forma de afeto, oportunidades, saúde, e até certos privilégios!
A vida não é fácil mesmo, e nascer já é a prova de que viemos a este mundo 3D para uma experiência desafiadora. Contudo, reconhecer que a magia está justamente em observar nossa evolução paulatina, a cada obstáculo vencido, a cada dor e dificuldade superada, nos coloca nesse estado de contemplação da vida, da inteligência cósmica, em um estado de gratidão ao Amor Divino presente em tudo o que é manifestado.
Portanto, Diana, peço aquela velha licença poética, para refazer sua declaração da seguinte maneira:
"Felicidade existe, sim, bem como existem, na vida, momentos felizes."
Cabe a cada ser humano desenvolver a sensibilidade para alcançar a frequência da felicidade, que exige atenção e prontidão mental para manter-se nesse estado de bem-aventurança por um tempo prolongado.
É possível. E não me pergunte como, pois, parafraseando Jiddu Krishnamurti,
"A felicidade é uma terra sem caminhos ".
domingo, 23 de setembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
SACERDOTISA
Posso até dizer ser sua
Em um momento de prazer
Porém não se perpetua
Só estou com você
Para ser sua
Implica posse
Destoante do amor
Relação de poder
E amar é verbo intransitivo
Sem possessivo ou condicional
Confio a ti minh'alma nua
Te autorizo a fazer o que quiser
E seja sempre doce, quente e sincero
Ao tocar o santuário de uma mulher
Sou portal aberto
Para um mundo de afeto e bem-querer
Me acompanhe nessa ida em transe
Garanta a nossa dose de prazer
Te quero assim como já é
Livre para voar e voltar
Me deixando na espera...
E quando quiser me ver
Avise com antecedência
Providencio vinho,
Velas e aromas em essência
Se a sua Deusa é Vênus,
Venha sem baliza,
Meu corpo é o templo
E eu sou a sacerdotisa.
Em um momento de prazer
Porém não se perpetua
Só estou com você
Para ser sua
Implica posse
Destoante do amor
Relação de poder
E amar é verbo intransitivo
Sem possessivo ou condicional
Confio a ti minh'alma nua
Te autorizo a fazer o que quiser
E seja sempre doce, quente e sincero
Ao tocar o santuário de uma mulher
Sou portal aberto
Para um mundo de afeto e bem-querer
Me acompanhe nessa ida em transe
Garanta a nossa dose de prazer
Te quero assim como já é
Livre para voar e voltar
Me deixando na espera...
E quando quiser me ver
Avise com antecedência
Providencio vinho,
Velas e aromas em essência
Se a sua Deusa é Vênus,
Venha sem baliza,
Meu corpo é o templo
E eu sou a sacerdotisa.
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