Não sei ao certo
Por onde vão
Minhas mudanças
Não sei até quando
Permanecerão
Minhas danças
Não sei deveras
Se encantarão
Mas a vem a vida,
Em sua presença inexorável
de cada inspiração ofegante,
Me empurra ao precipício
E diz:
Anda, sua louca!
Não perde tempo com besteira pouca.
Abre a boca e leva ao ventre
A delícia de viver solta.
Muda, sua puta!
Deixa livre o seu sexo, me escuta.
Dá ao corpo o que é dele por direito
Depois de tantas lidas e labuta.
Dança, minha criança!
Pula de alegria, gira de esperança.
Fluindo, como água corrente
Desata os nós em nós, se balança!

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