É a filha dentro da mãe
A mãe dentro da avó
A avó dentro da bisa
E assim, desde os primórdios,
As de hoje são versões
Aperfeiçoadas daquelas
Mulheres anciãs
Ancestrais.
Eu sou minha mãe
E a mãe dela
E trago em meu corpo,
Mente e coração
Tudo o que já foi
Vivido, sentido,
Pelas minhas
Versões antigas.
Demorei para me conectar
Para perceber a ligação infinita.
Mas o chamado está ecoando forte
Um grito, um rugido, um brado
Vem das florestas, dos vales,
Dos campos e das águas
A mãe Terra precisa de nós
De todas as mulheres
Da nossa sabedoria
Da nossa leveza
Dos nossos feitiços ocultos
Para curar a humanidade
Para curar o masculino
Para curar a natureza
Que está ferida pela homem.
Precisamos estar atentas
Somos nós o braço forte
Da revolução planetária.
Não se trata de mão armada,
Mas de alma amada.
Começando com o auto-amor
E o auto-perdão,
Temos que botar para fora
Todo amor que trazemos
Em nosso ventre:
Somos a fonte infinita de amor!
Entenda esse chamado
E perceba a sua função
No seu meio, no seu contexto.
Se cure, se fortaleça,
Se plante, se conecte
Com seu útero, com seu sagrado.
O planeta vai precisar de todas as mulheres
Juntas na mesma vibração
Como em uma grande tenda sagrada.
Somos todas uma!
Filhas de uma mesma hierarquia divina.
E precisamos curar o masculino,
Pois sozinho, ele não está conseguindo
Perceber seu desequilíbrio.
Que a Grande Mãe
Nos permita perceber nossa força ancestral:
Mulheres lobas
Amazonas
Guerreiras da paz.
Eu sou a minha mãe
E a mãe dela
E a mãe da mãe da minha mãe
Eu sou todas elas.
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