quinta-feira, 9 de março de 2017

CRISE FINAL

Enfim, chegamos à fase
Do silêncio matinal.
Não dormimos abraçados
Mal me pede "passa o sal".
Ovos mexidos,  tapioca
Prepara tudo só pra você
E eu aqui me perguntando,
Quando deixamos de ser?

Se arruma apressado
Pega a chave e diz "tchau".
Sozinha, no chão da sala,
Deito e sou o temporal.
Choro as noites de alegria
De afagos e prazer
Sempre em sua companhia
A gente acreditava mesmo
Que não acabaria assim.

Sou toda raios e trovões
Desabo o mundo
Antes de você voltar
Quando abrir a porta
Vai encontrar outra
Vida para viver
Encerro o ciclo
Viro a página
Para não desvanecer

Quem sabe lá,  um dia
A gente se bate
Domingo a tarde
Sem nada a fazer

Quem sabe lá,  uma noite
A gente se abrace
E as horas passem
Sem perceber.

Nenhum comentário:

Postar um comentário