E ganha força no plexo solar.
Arde no estômago,
Como um inferno incandescente.
Um rompimento abrupto:
Corte de navalha,
Garrote vil,
Fiquei sem fala,
Tirou meu ar.
Escutei seus motivos,
Lamúrias românticas de um homem monogâmico.
Me senti suja, ordinária, repulsiva, bruxa.
Acreditei que a culpa era minha.
Chorei, porque lágrimas lavam os olhos
da podridão que acabaram de presenciar.
No caso, eu estava diante do espelho.
Acho que não mereço mesmo estar com alguém.
Mereço estar com ninguém.
Caibo apenas em mim.
Vivencio agora esse queimor visceral.
Parece que morro hoje.
Morrerei de alguma maneira.
E dói, dói tanto saber que não terei mais
A sua calorosa companhia
Nem sua língua libidinosa, por entre as minhas terminações nervosas.
Nem sua voz grave, me colocando no meu lugar de fêmea.
- Vadia!
E eu acho que já sabia,
Terminaria assim.
Dói ter perdido a guerra dos egos dominadores:
O meu e o seu.
Na verdade nós dois perdemos,
Nos perdemos de nós.
| Foto by Pablo Rodrigues, no MAM da Bahia |
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