sábado, 1 de novembro de 2014
SOU POETA
Me quero poeta.
Sim, essa é a forma correta.
Não me queira poetisa,
Nem me queira feminista!
Só acho que poeta não precisa:
De gênero, de raça, de sexo...
De tamanho, de crença, de nexo.
Eu, poeta, poetizo uma dor.
Ela, poeta, poetiza o caos.
Nós, poetas, poetizamos
Fagulha, fécula, pólen e sêmen.
Onde você vê apenas pó,
Vemos pó e cia: poesia.
E, nessa dança herege
De palavras em transe
E desinências em harmonia,
Vejo surgir o poema!
Essa é a minha forma concreta.
Não me queira poetisa.
Sou poeta.
E a minha alma
É poesia.
(Poema dedicado a todas as mulheres que escrevem e se deliciam nessa arte das entrelinhas! Inspirado na mais nova poeta do meu círculo social, Milena Rhumas.)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário