quinta-feira, 5 de junho de 2014

Há braços

Se há braços, abraço!
Tenho esse direito, não é!
Mas algumas línguas ferinas dirão que eu não presto,
Farão fofocas, dar-me-ão epítetos depreciativos:
- Messalina é pouco...
E desejar-me-ão queimando em alguma fogueira inquisitória!

É porque eu sou assim:
Se eu amo, eu expresso:
Abraço, declamo, canto, danço...
Me exponho, me entrego!
E com @s amig@s sou bem assim:
Agarro a todo instante, como se pudesse mantê-los
sempre pertinho de mim...

Pode haver nesse ato uma vontade velada
de antropofagia afetiva (seja lá o que isso queira dizer)...
Mas não me julgue só porque você não tem a felicidade
de receber um caloroso abraço meu...

Quando há braços abertos, abraço sem pudor!
Tenho essa necessidade!
É uma troca justa e pura.

E você que vê de fora, desconstrua seu machismo pseudo-moralista,
se permita aproximar de outro ser humano sem o crivo das intenções
meramente sexuais...

Se há braços abertos para mim,
Eu abraço com o coração!




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