Tomei café e fiquei acesa.
Fiquei louca. Virei zumbi.
Em casa, ia de uma janela gradeada à outra,
qual leoa enjaulada, ansiosa, querendo caçar,
querendo devorar alguma presa...

Deitei.
Não dormi.
Virei-me, revirei os lençóis.
Os travesseiros.
Tirei a roupa.
Tentei.
Nada.
Levantei.
Peguei o fumo de enrolar.
Fui para a janela menos observada do cubículo.
Fumei um cigarro amargo,
tal como as 4 horas de uma madrugada infinita.
Comecei.
Observei a pureza.
A cidade fica encantadora quando todos dormem!
O cheiro é calmo.
Não há medo.
Às 4 horas da manhã, tudo é puro e natural nas ruas
de São Salvador da Bahia.
Decidi.
Resolvi apreciar o nascer do Sol (certamente não haverá ônibus mais tarde,
vou ver o movimento então...)
Comi uma maçã.
Já eram 5 horas.
Uma surpresa: Os galos ainda cantam por aqui (em algum terreiro)!!!!!
Estava ansiosa para ver gente passar: os primeiros bravos guerreiros
do capitalismo selvagem.
Uma senhora subiu a rua com seus sapatos sonoros.
Tirei.
Fiz algumas fotos do meu infinito particular matinal,
com a câmera vagabunda do meu celular...
Pensei em como sou triste
e solitária
e insana.
Arquitetei mais um dia de dieta seguida à risca.
Imaginei a perfeição em meu dia-a-dia.
Me desiludi de imediato!
Às 6 horas, já estava tudo engarrafado lá embaixo.
Sem buzu, mas com muitos carros vorazes e furiosos.
Agora escrevo, de virote, sem preocupação gramatical ou literária.
Leia-me desse jeito, porque é assim que estou agora.
Descabelada, exaurida, insone, com a mente fervendo de aleatoridades...
E eu achava que era livre...
Tsc...
Nada foge ao cotidiano.
E assim termina-começa meu dia!
Bom dia.
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