De repente, parei.
Algo no meio da estrada
Forçou-me a parada,
Não pude mais andar.
Estática fiquei.
Algo além me convocava!
Algo além me convocava!
Não sabia o que procurava,
Temia avançar em vão.
No meu caminho,
Tinha barro e asfalto
Tinha poças e buracos,
Rachaduras pelo chão.
Bem no meio, encruzilhada,
Tinha fome e sede
Tinha morte e medo,
Devaneio e solidão.
De súbito, me dei conta.
Eu precisava continuar!
Ninguém mais podia trilhar
O caminho que era meu.
Percebi, quase inocente,
Que nenhuma lei existente
- De gravidade ou governança -
Podia me coibir nessa andança.
Só uma implosão poderia
Mover de volta meu corpo
Pois, enfim, reconhecia
Com todo peso e desgosto,
Que a pedra era eu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário