Para aventureiro navegante,
Cansei de ser.
Solta pelo Mar Amor,
Sem saber quando,
Nem as coordenadas de
Onde ele passaria por mim.
O cais do porto,
Fixo, sólido, perene,
Prefere estar ao seu dispor.
Assim, tenho a certeza que,
Cedo ou tarde,
O forasteiro das águas distantes
Virá ancorar seu cansaço
Em minha baía.
Entre uma odisséia e outra,
Ora ponte flutuante,
Ora cais de porto,
Tecendo meu tapete persa,
Mergulho nas minhas profundezas
E percebo o desconforto
Do meu papel nessa missão.
Decido então, obstinada e aguerrida,
Ser a capitã da minha embarcação.
Vou experimentar os 7 mares,
Dos amores que vem e vão.
Conhecerei de perto
Outras faces do mar amor,
Revolto e desafiador,
Com tempestades e quimeras.
E não mais me colocarei
Naquele lugar de porto,
Aquela que só espera.
Tampouco, na função de ponte
Aquela perpassada ao longe,
Em que nada se estabelece ou prolifera.
Serei a própria andarilha navegante,
Ancorando, temporariamente,
Em ilhas selvagens...
Deixarei rastros de liberdade,
Com mapas para o paraíso.
Esconderei tesouros e mistérios,
Por entre arbustos peludos,
Nos peitos tatuados
Dos marujos inebriados
Desse Mar Amor.

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