Tenho levado a fama de triste,
Aquela que amargou,
Que escolheu a solidão,
Sem amarras, sem um cais.
Tenho levado a fama de louca,
Aquela que desatinou,
Que jogou as palavras todas,
Sem eufemismos, ao vento!
Tenho levado a fama de má,
Aquela que embruteceu,
Que se tornou obscena,
Sem doçura, só crueldade!
Tenho levado a fama.
Ela é minha única acompanhante
Nas noites quentes
De tesão, fome e fúria!
Quem leva a fama
Não leva nada além:
Nem gana, nem grana
Nem uma mão de ajuda
Nem um grama de afeto.
Tornei-me, assim,
Corpo abjeto
Objeto danificado
Mulher desvairada
Rota proibida
Onde ninguém ousa
Ao menos, encostar.
Foda-se!
Eu sou
Meu próprio
Lar.
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| Clipe de TRISTE, LOUCA OU MÁ, da banda Francisco El Hombre |

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