domingo, 29 de janeiro de 2017
Eu me sustento
Não é de dinheiro que falo
Quando a palavra sustento
Habita meu verso.
É de osso, de músculo.
É de ar, de hálito.
É de fluido, de hormônio.
É de livro, de libido.
É de mente e coração.
É um lindo romance sem final
Feliz sempre, pela própria vida
Onde eu sou quem me leva
Café na cama,
Flores belas,
Ao cinema,
Com direito a carinhos gratuitos.
Me sustento há tantos anos
Sem ter notado que
Nunca me abandonei
Nunca estive só, sem mim
Nunca me deixei pra lá.
Levo a minha vida
Negociando o destino
Aonde ela quer me levar.
Banco minha viagem
Com passagem só de ida
Decidimos o destino, liberdade
Sem mala ou despedida.
O que me sustenta
Não se compra, não se guarda
Não se conquista.
Vou com firmeza
Porque sei que tenho razões para voltar
Vou tranquila
Porque sei que estarei bem em qualquer lugar
Descobri faz pouco tempo
Eu sou meu próprio lar
E nele, em mim, eu me sustento.
(Devaneio poético pós aula de teatro)
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