Uma canção de amor
Que tenta fugir de todo clichê
Que precisa apenas de verbo
E não se eterniza no passado
Uma canção de amor
Que nasce e morre no instante
Que se sustenta em cada beijo
E se manifesta no agora
Uma canção de amor
Que enxerga a alma gêmea como ela é
Que não projeta nela idealizações
E venera cada partícula do Ser
Cantarei o próprio amor
Transformado em melodia
Alma vibra o encontro
Uma canção de amor
Que não usa hipérboles travestidas de paixão
Que até usa metáforas com parcimônia
E que não compara, não (sub)julga
Uma canção de amor
Que é livre de rimas e métrica
Que liberta da dor e do ciúme
E não cabe em si, transborda.
Cantarei o próprio amor
Transmutado em harmonia
Alma viva no encontro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário