Éramos veneradas
Deusas-mães
Solos férteis
Vagina sagrada
Ventre cheio
Vida plena
Homens humildes
Mulheres em paz.
Dividiam tarefas
E faziam festas
Trepavam por diversão
Então apareciam
As fêmeas prenhes:
Milagres da natureza.
Eles não sabiam que participavam da reprodução.
Acreditavam que a mulher era divina e sozinha gerava
A cria em seu ventre, unindo fogo, terra, água e ar.
Até que, juntaram carneiros e ovelhas,
E notaram que logo após a cópula,
As ovelhas davam barriga.
Descobriram que seu sêmen era a semente da vida.
E além, perceberam que um único varão poderia emprenhar 300 vadias.
E começou toda a discórdia.
Quebraram as estátuas de barro com mulheres redondas
No lugar delas, falos enormes rijos e eretos.
Em toda parte a força do pênis era o símbolo de poder.
E começou ali, no neolítico, o patriarcado que
Usando de violência e crueldade, impõe regras e limites torpes
Ao, outrora livre e sagrado, corpo da mulher.
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