Bem,
agora parece confuso, né!
Deixe-me
explicar com mais leveza:
Dá pra
gozar sem relaxar?
Podem até
haver muitas maneiras de se atingir um ápice, um pico, um climax.
Mas todas
elas são marcadas pela qualidade líquida dos fatos e emoções.
Sendo
assim, para ser deveras prazeroso, qualquer ato deve ser balizado –
ou melhor, perpassado – pela fluidez.
As
energias precisam circular, o ar precisa entrar e sair, entrar e
sair, entrar e sair... sem cessar!
Isso é
fluição!
E mesmo
que haja obstáculos – rochedos, crivos pseudo-morais, congestão –
o que é para ser fluido passará, tomará seu caminho e atingirá o
topo: o momento do regozijo. Isso é fruição.
Deixar
fluir para poder fruir.
Pode
parecer trocadilho medíocre, clichê, mas se faz necessário
ratificar!
Usualmente
estamos tão preocupados – presos, estagnados, impregnados de
ideias fixas, auto-imagens ilusórias e desejos de aceitação
externa – que não conseguimos, ao menos, respirar plenamente! Não
permitimos o fluxo de algo que determina nossa qualidade de vida:
nossa (in)expiração.
Daí vem
a necessidade de deixar fluir...
Deixar
fluir o stress – que ele passe e siga, que não se prenda em algum
recôndito da nossa mente nem insista em nos fazer companhia!
Deixar
fluir a raiva – que ela venha como tempestade e que saia em forma
de grito ou lágrima... e que não vá muito além disso, por favor!
Deixar
fluir a tristeza – que ela venha pesada e lancinante, dure o
necessário e se transmute assim que amanhecer.
Deixar
fluir a preguiça – que venha aos domingos e às segundas-feiras,
que não seja mais austera do que nossa vontade de ir à luta.
Deixar
fluir o afeto – que ele se expresse em sorrisos sinceros, abraços
apertados e elogios espontâneos... e que não seja mal-interpretado!
Deixar
fluir o prazer – de ouvir uma boa música, de dar gargalhadas quase
infinitas, de comer coisas deliciosas, de fazer estripulias marotas,
de transar e transcender, de atingir esses orgasmos múltiplos; e que
nada disso incomode aos outros entes.
Relaxe e
goze a vida.
Flua e
frua.
(conjugue
assim mesmo!)
O ''L'' é
líquido. O ''R'' é rijo.
E eles
são interdependentes.
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