sexta-feira, 19 de julho de 2013

ASTROLOGICAMENTE FALANDO


Uma mente escorpiana
Um coração ariano
Um corpo taurino
Uma alma cigana

Vejo Passado e Futuro
Presentes nas entrelinhas
da palma da minha mão

Parece caminho tortuoso
Chão rachado, seco do Sertão

Pensar em transmutar
Sentindo arroubo de paixão precipitada
Agindo e vibrando no conforto de uma vida estabilizada
Querendo ser, contudo, livre, sem amarras

Estar nessa minha vida
não é tão fácil quanto pode parecer
Os arquétipos exercem um poder covarde sobre mim
Me induzem, seduzem, ao desequilíbrio constantemente
Me desorientam e me sustentam também.

Sinto-me acolhida
e, ao mesmo tempo, presa
pelos meus traços astrológicos
e forço a barra para não me identificar com eles

Intelectualmente, sei que 
todas essas características são passageiras
apesar de saber que os planetas retrógrados
me acompanham já de outros carnavais

E esse meu Vênus retrógrado na casa 7 em Escorpião?
O que queres de mim, ó planeta do amor?
Preciso me perdoar, aceitar minha condição
ou simplesmente sufocar essa sofreguidão passional?

Já aprendi muito sobre essas capas que me vestem e me abrigam
Porque esse ''me'' está tão dentro quanto além desses corpos densos
É um interno-externo que habita todo lugar
Essa minha essência entra e sai de mim a cada respiração

E o ar que "inexpiramos" é o que nos liga diretamente
a tudo o que há nesse plano
E o Sol que nos move é o que promove a vida em todo o canto 
desse limitado universo humano.

Mas, astrologicamente falando, 
Eu sou essa aqui, detalhadamente programada em um mapa natal,
Anualmente atualizada em revolução solar,
Periodicamente revisitada em trânsitos astrológicos.
E o livre arbítrio só me dá a escolha entre me deixar levar
ou resistir...
E eu ainda não escolhi.




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